[vulg.] ter relações sexuais; copular; prejudicar; deixar em péssimo estado; foda-se! exclamação que exprime espanto, admiração, impaciência ou indignação.
E digo eu: aquilo que se passa no burgo [fig.]
Ora nem mais!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Vai e vem...
Lá vais tu outra vez... Foi sempre assim: tenho-te aos bocadinhos. Há mais de 12 anos que tento habituar-me a este sermos-só-de-vez-em-quando. Ao princípio foi difícil, nem sabes quanto te senti a falta. Uns anos depois comprei um escudo para fazer frente ao exército da tua ausência e, mal ou bem, tem-me dado jeito. Talvez devesse perdoar de uma vez por todas e sossegar esta revolta com um abraço, mas de cada vez que te chegas o mais que consigo é dar-te umas palmadinhas nas costas, mesmo ao jeito daqueles abraços sensaborões que me irritam profundamente. Desculpa! Mas acho que vivo desiludida pelo rumo que a vida podia ter seguido e não seguiu, pelo que podíamos ter feito juntos e não fizemos. E agora parece-me tarde demais. Ao mesmo tempo sinto que passo a vida a crucificar-te pelo que queria que fosses e não foste e já és mais um bocadinho, mas ainda não completamente, mas também talvez nunca sejas e não tem mal nenhum... Quantas pessoas das que gostamos são como gostaríamos que fossem? Prometo esforçar-me por te tirar um pouco do peso que sei que carregas nas costas pelo que tu também querias ter sido... Pode ser que na próxima temporada já tenha a coisa mais resolvida, por agora é tudo o que posso dizer-te. Podia dizer-te também que hoje sinto um aperto no peito porque já te vais embora outra vez. Mas isso não digo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O Boletim Meteorológico
Notícia de última hora [apesar de trazer um atraso de 5 dias]: ao contrário das previsões que fui consultar [só para tirar as teimas] ao arquivo do Instituto de Meteorologia, o 2.º dia do ano trouxe o bom tempo de volta ao canal. Não garante por quanto tempo, mas já não é mau!
Depois de meia dúzia de dias agrestes com o vento a soprar a mais de 150 km/hora, e contra todas as expectativas, lá voltámos a tê-lo a soprar fraco a moderado, é uma brisa agora. O sol voltou a espreitar, embora ainda a medo, por entre algumas nuvens densas. Também, em pleno Inverno o que é que se pode esperar mais? Isto com o tempo vai lá...
É que eu gosto de andar encasacada, mas prefiro andar de perna ao léu com os vestidinhos de alças que já fui ali recuperar ao armário.
Depois de meia dúzia de dias agrestes com o vento a soprar a mais de 150 km/hora, e contra todas as expectativas, lá voltámos a tê-lo a soprar fraco a moderado, é uma brisa agora. O sol voltou a espreitar, embora ainda a medo, por entre algumas nuvens densas. Também, em pleno Inverno o que é que se pode esperar mais? Isto com o tempo vai lá...
É que eu gosto de andar encasacada, mas prefiro andar de perna ao léu com os vestidinhos de alças que já fui ali recuperar ao armário.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Femina
Orlan, Cindy Sherman, Barbara Kruger. Tomei conhecimento da existência destas senhoras a propósito de um trabalho sobre o movimento feminista e a sua repercussão nas artes.
Estas mulheres manifestam a sua condição através da pintura, de instalações ou mesmo fotografia e denunciam de forma gritante o que significa, hoje em dia, ser mulher. No geral, todas elas se concentram no corpo. A verdade é que, cada vez mais, a diferença entre homens e mulheres reside no corpo. E, se assim é, que valor lhe damos, de que forma o assumimos, onde se relaciona com o pensamento?

Orlan será, provavelmente, a artista mais chocante, que se sujeitou a diversas operações plásticas filmadas, fotografadas como se ela própria fosse uma obra de arte a ser trabalhada, retocada. Ao mesmo tempo que o faz agita consciências sobre a mútua banalidade e sobrevalorização do corpo: seremos apenas um corpo passível de ser transformado, desfigurado, magoado em nome de supostos itens sociais? Até que ponto somos escravas/escravos dele?

Sob a perspectiva da patologia e da victimização das mulheres debruça-se o trabalho de Cindy Sherman, num constante apontar de estereótipos culturais, questionando a opressão, a identidade sexual e o feminino.

Já Barbara Kruger utiliza a linguagem de imprensa e de propaganda, focalizando-se na violência e na descriminação, frequentemente fazendo uso de outdoors com mensagens agressivas, imperativas. O intuito primordial é desconstruir a visão masculina que recai sob a mulher e criar-lhe a si própria uma versão.
É óbvio que todas estas questões levantam uma outra de base: não será a assumpção do próprio termo “feminismo” a marca de que as mulheres são, de facto, diferentes, quando se auto-recriminam uma especificação? Não será esta necessidade uma constatação de que homens e mulheres são, de facto, distintos? Inteligência, sensibilidade, pensamento não serão faculdades universais a ambos os sexos…? Sê-lo-ão com certeza. No entanto, actualmente, o que se proclama de "feminismo" reside bem mais num berro às mentes adormecidas pelo marasmo social. Muitas vezes, um berro, precisamente, às mentes femininas que perderam a noção crítica. Um chocalhar de ideias que saibam ser contra-poder e vozes incómodas.
Uma descoberta que mudou a forma de me ver a mim própria, à lupa do género. Inspiram-me. Incitam-me a pensar. Despertam-me.
Estas mulheres manifestam a sua condição através da pintura, de instalações ou mesmo fotografia e denunciam de forma gritante o que significa, hoje em dia, ser mulher. No geral, todas elas se concentram no corpo. A verdade é que, cada vez mais, a diferença entre homens e mulheres reside no corpo. E, se assim é, que valor lhe damos, de que forma o assumimos, onde se relaciona com o pensamento?

Orlan será, provavelmente, a artista mais chocante, que se sujeitou a diversas operações plásticas filmadas, fotografadas como se ela própria fosse uma obra de arte a ser trabalhada, retocada. Ao mesmo tempo que o faz agita consciências sobre a mútua banalidade e sobrevalorização do corpo: seremos apenas um corpo passível de ser transformado, desfigurado, magoado em nome de supostos itens sociais? Até que ponto somos escravas/escravos dele?

Sob a perspectiva da patologia e da victimização das mulheres debruça-se o trabalho de Cindy Sherman, num constante apontar de estereótipos culturais, questionando a opressão, a identidade sexual e o feminino.

Já Barbara Kruger utiliza a linguagem de imprensa e de propaganda, focalizando-se na violência e na descriminação, frequentemente fazendo uso de outdoors com mensagens agressivas, imperativas. O intuito primordial é desconstruir a visão masculina que recai sob a mulher e criar-lhe a si própria uma versão.

É óbvio que todas estas questões levantam uma outra de base: não será a assumpção do próprio termo “feminismo” a marca de que as mulheres são, de facto, diferentes, quando se auto-recriminam uma especificação? Não será esta necessidade uma constatação de que homens e mulheres são, de facto, distintos? Inteligência, sensibilidade, pensamento não serão faculdades universais a ambos os sexos…? Sê-lo-ão com certeza. No entanto, actualmente, o que se proclama de "feminismo" reside bem mais num berro às mentes adormecidas pelo marasmo social. Muitas vezes, um berro, precisamente, às mentes femininas que perderam a noção crítica. Um chocalhar de ideias que saibam ser contra-poder e vozes incómodas.
Uma descoberta que mudou a forma de me ver a mim própria, à lupa do género. Inspiram-me. Incitam-me a pensar. Despertam-me.
Coisas de mães e filhas...
Se me faltas tu como é que é? Vai-se-me o chão, ele que já não está tão certo quanto isso, mais para o acidentado. Aí é que me fico mesmo sem luz... Quando me acorre à ideia essa possibilidade toda eu gelo, deixo de me sentir, parece que me vou contigo. Que razão para continuar por aqui às cegas? A outra mulher da minha vida é razão mais que suficiente para manter a lucidez e o amor à vida, e com uma força hercúlica esforço-me por voltar a mim. Sempre me disseste que tudo se resolve e todos dizem que duas cabeças pensam melhor do que uma, logo, uma união de forças não te fará nada mal, pelo contrário.
Passo por ti em silêncio ali no corredor, páro, abraço-te, respiro-te fundo para me certificar de que o teu cheiro fica em mim. Aproveito para te roubar um bocadinho da força com que sempre te conheci, mas não te preocupes, neste abraço transporto para ti toda a força que tenho, mais jovem, menos sofrida, mais renovável. Prosseguimos a caminhada. Enquanto penso que caminhas com passos mais firmes, acreditas que sossegaste o meu coração. Sempre fomos peritas em recarregar as baterias uma da outra.
É que temos mil e um passeios para dar ainda de mãos dadas por esses campos floridos. E dezenas de janelas para abrir ao sol aos sábados de manhã, jornais para ler enquanto tomamos o pequeno-almoço. Ainda quero que me descubras mesmo os mais bem guardados pensamentos. E eu ainda gostava de te ajudar a descobrir a liberdade que todos os dias teimas em tirar da frente dos olhos, com medo de aprender a vivê-la. Temos este mundo inteiro por conhecer e tu não podes fraquejar. Eu prometo que quando fores velhinha nos aquecemos juntas à braseira enquanto contas uma história de encantar e ouvimos os miúdos lá fora a subir às árvores. Prometo que até lá aprendo a cozinhar, arrumo o quarto todos os dias, não discuto com a minha irmã, abdico do monopólio do comando da televisão, deixo de sair até de manhã. Prometo continuar a telefonar-te cem vezes por dia, nem que seja só para dizer olá, prometo dormir contigo dia sim dia não como sempre fizemos, prometo que vamos à praia... Prometo que viverás comigo para sempre.
Prometo que continuarás a ser a melhor mãe do mundo!
Passo por ti em silêncio ali no corredor, páro, abraço-te, respiro-te fundo para me certificar de que o teu cheiro fica em mim. Aproveito para te roubar um bocadinho da força com que sempre te conheci, mas não te preocupes, neste abraço transporto para ti toda a força que tenho, mais jovem, menos sofrida, mais renovável. Prosseguimos a caminhada. Enquanto penso que caminhas com passos mais firmes, acreditas que sossegaste o meu coração. Sempre fomos peritas em recarregar as baterias uma da outra.
É que temos mil e um passeios para dar ainda de mãos dadas por esses campos floridos. E dezenas de janelas para abrir ao sol aos sábados de manhã, jornais para ler enquanto tomamos o pequeno-almoço. Ainda quero que me descubras mesmo os mais bem guardados pensamentos. E eu ainda gostava de te ajudar a descobrir a liberdade que todos os dias teimas em tirar da frente dos olhos, com medo de aprender a vivê-la. Temos este mundo inteiro por conhecer e tu não podes fraquejar. Eu prometo que quando fores velhinha nos aquecemos juntas à braseira enquanto contas uma história de encantar e ouvimos os miúdos lá fora a subir às árvores. Prometo que até lá aprendo a cozinhar, arrumo o quarto todos os dias, não discuto com a minha irmã, abdico do monopólio do comando da televisão, deixo de sair até de manhã. Prometo continuar a telefonar-te cem vezes por dia, nem que seja só para dizer olá, prometo dormir contigo dia sim dia não como sempre fizemos, prometo que vamos à praia... Prometo que viverás comigo para sempre.
Prometo que continuarás a ser a melhor mãe do mundo!
Segredo
Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça
nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar
Maria Teresa Horta
[À direita, pintura de Fernando Barbosa]
vestido
que tiro pela cabeça
nem que corro os

cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar
Maria Teresa Horta
[À direita, pintura de Fernando Barbosa]
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Dar o salto
Ontem deu-me para ouvir sons nos quais já não pegava há um tempo. Um deles é o "Só", do Jorge Palma que, por dores fundas e memórias doces, não ouvia há mais de dois anos. Não sei se foi a nostalgia contagiosa da pieguice dos Reveillons, o que é certo é que me fez reviver numa hora, uma história de 6 anos. E assumi de uma vez por todas as minhas escolhas, com um sorriso. Uma proeza e tanto, que este espécime não conhece a arte de resolver bem as suas histórias. No fim, ficou uma sensação não menos bonita do que a original - mas com uns quilos de vida a mais, que é o pozinho mágico mais eficaz - e um "Foda-se, o Jorge é o maior!".
Posto isto, vai de arrumar ideias e seguir a vidinha que este ano é par. E eu só me dou bem com os pares. Não que este auspicie algo de trascendental, mas siga a dança que o que fica para trás já eu conheço de ginjeira.
Contaram-me há dias um pensamento profundo, directamente do café, que pintava filosoficamente o quadro de duas mulheres ali da rua:
- Aquelas duas? Oh, uma não deixa no rabo, outra não deixa na boca!
Pois é, a vida é dura. Com os homens é mais ou menos igual, mas com outros tantos sítios onde não deixam...
Posto isto, vai de arrumar ideias e seguir a vidinha que este ano é par. E eu só me dou bem com os pares. Não que este auspicie algo de trascendental, mas siga a dança que o que fica para trás já eu conheço de ginjeira.
Contaram-me há dias um pensamento profundo, directamente do café, que pintava filosoficamente o quadro de duas mulheres ali da rua:
- Aquelas duas? Oh, uma não deixa no rabo, outra não deixa na boca!
Pois é, a vida é dura. Com os homens é mais ou menos igual, mas com outros tantos sítios onde não deixam...
Há dias e dias...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Eu, sem luz nem cor
Ela ligou-me ontem e disse "foi-se a luz e a cor". Recordámos juntas que alguém tinha já escrito isso um dia [também sabes quem foi]. Falámos pouco, ela estava de poucas conversas, apetecia-lhe tão-só saber que me tinha do lado de cá a respirar com ela. Mas mesmo assim contou-me tudo, desde o início dos tempos [como se não me tivesse contado já não sei quantas vezes essa história, sempre com um sorriso malandro e sincero na cara]. Desde a madrugada entre amigos em que ele decide começar a falar-lhe [aos anos que se conheciam...]. Contou-me também das mensagens que trocaram, da primeira vez que saíram sozinhos [é engraçada ela, o que ela inventou para poder estar com ele nessa noite de sexta-feira...], do concerto que viram juntos, da viagem que fizeram bem coladinhos um ao outro, do dia seguinte depois de um outro concerto em que ele desaparece e só horas depois, quando ela já estava em casa, é que dá sinal, o fugitivo. Contou-me das sextas e sábados que se seguiram e contou-me também que o seu respirar quando ele está por perto começa a ser descontrolado e que ele lhe faz pele de galinha. Contou-me, enfim, da primeira vez que se beijaram [ao que se seguiu um silêncio longo, penso que estava ainda a saborear o seu beijo], dos abraços apertados, dos olhares penetrantes, dos sorrisos e das noites mal dormidas. Contou-me das maçãs do rosto! Do difícil que começa a ser para ela os dias em que o não pode ver, as razões por que não pode abraçá-lo a toda a hora e quando bem lhes apetece. Das razões por que lhe não diz mais vezes que o gosta e o quer, tentando assim proteger-se, pois as palavras que lhe ouve não são muitas também. Mas que ela tem vindo a apaixonar-se por ele a cada dia, sei eu bem. Contou-me daquela conversa chata: tinha chegado a hora. O que lhe custou essa conversa, o pensar que o tinha perdido, os dias seguintes... O que gostou ela de terem combinado encontrar-se uns dias depois e dos beijos e abraços que se deram ainda mais apertados do que antes. Ela sente que ele a quer bem. Contou-me dos dias felizes que se seguiram, mesmo longe um do outro. Do dia em que ele lhe disse que ia fazer-lhe uma surpresa, não fosse ela uma curiosa do pior obrigando-o a antecipar as boas novas. Da vez em que ele só voltou para casa no dia seguinte, dormiram juntos, escondidos e foi muito bom! Contou-me da tarde que passaram juntos, do jantar com os amigos, da vontade que ela tinha de dizer-lhe "quem dera poder ficar contigo hoje, amanhã e depois de amanhã, até querermos" [mas não lhe disse...]. Contou-me da última noite em que estiveram juntos [ainda nos fomos rindo um bocado...].
Contou-me do dia em que ele foi passear com os amigos e do dia seguinte em que não apareceu para passear com ela. Disse-me do aperto no peito, da vontade de chorar, de o ver ["infelizmente nem sempre as coisas correm como queremos", disse-lhe ele]. Disse-me ainda dos votos de bom ano que lhe fez, cheia de vontade de lhe dizer "o que eu queria era estar aí contigo, seres a primeira pessoa a abraçar no abrir de 2008, vou largar tudo aqui, vens buscar-me?", mas não estavam a ouvir-se bem e decidiram desligar. Contou-me da mensagem que ele lhe mandou quase de manhã e da resposta dela e da insistência dela já ao fim do dia em saber dele e da resposta seca dele e das perguntas que ela lhe fez e da resposta triste que recebeu dele. Contou-me das horas que passou sem dormir depois dessa resposta, da vontade que tem hoje de estar em silêncio fechada num quarto escuro, da vontade que tem de sair sem dizer nada a ninguém. Contou-me da injustiça que é ele pôr um fim nisto tudo sem sequer poderem conversar, sem sequer ela ter tempo de lhe dizer que gostava de tentar, mas que para isso precisa de alguns dias...
Contou-me do dia em que ele foi passear com os amigos e do dia seguinte em que não apareceu para passear com ela. Disse-me do aperto no peito, da vontade de chorar, de o ver ["infelizmente nem sempre as coisas correm como queremos", disse-lhe ele]. Disse-me ainda dos votos de bom ano que lhe fez, cheia de vontade de lhe dizer "o que eu queria era estar aí contigo, seres a primeira pessoa a abraçar no abrir de 2008, vou largar tudo aqui, vens buscar-me?", mas não estavam a ouvir-se bem e decidiram desligar. Contou-me da mensagem que ele lhe mandou quase de manhã e da resposta dela e da insistência dela já ao fim do dia em saber dele e da resposta seca dele e das perguntas que ela lhe fez e da resposta triste que recebeu dele. Contou-me das horas que passou sem dormir depois dessa resposta, da vontade que tem hoje de estar em silêncio fechada num quarto escuro, da vontade que tem de sair sem dizer nada a ninguém. Contou-me da injustiça que é ele pôr um fim nisto tudo sem sequer poderem conversar, sem sequer ela ter tempo de lhe dizer que gostava de tentar, mas que para isso precisa de alguns dias...
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