segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu não digo?


Audrey Tautou. Daqui.

Para a Lira

Se soubesses o bem que me fazes, saberias do meu coração aos pulos pelo dia que já não tarda. Poder falar-te sempre que tenho vontade ou preciso compensa a impossibilidade de vos abraçar e beijar sempre que penso em vós. Com o passar dos anos foste-te tornando uma pessoa ainda mais bonita e penso em ti com um sorriso. Conheces-me melhor do que ninguém, eu acho. Para ti não tenho segredos, nem filtros, lágrimas contidas ou gargalhadas sarcásticas guardadas quando os assuntos até são delicados.
O que já vivemos e o muito que ainda nos espera permitem-me dizer que sou mais feliz porque fazes parte da minha vida, porque Ela também fez e sorrimos juntas e porque a criança que agora mais espero me lembra que a vida pode ser muito mais bonita.
Obrigada. Amo-te.

domingo, 9 de agosto de 2009

Fazes-me falta


Eu sei que me andas a rondar. Precisava de ti agora, mais do que nunca e tu sabes isso. Quando, aparentemente, tudo está, mais ou menos, calejado, chegam-nos estas surpresas para mostrar que nunca nada vai estar definitivamente sarado. Vai chegar uma terceira parte de nós e sinto-nos perdidamente incompletas. Falta-me a âncora para entender uma parte de mim, que também é tua. Falta-me que estejas, só. Há um papel que me é pedido, aquele que é o teu e que eu precisava que me ensinasses. Melhor ou pior, não interessa. Também nós duas teremos lutas, tal como nós duas tivemos, mas seremos, da mesma forma, uma mesma carne, de um mesmo sexo. A prolongar-te. Faz-me impressão que me estejas tão longe, às vezes como se não tivesses existido e fizesses parte de um sonho marcante que nunca esqueci. Pareces irreal, embora ainda te sinta o cheiro. Sabes, culpo-me porque a estou a obrigar a viver sem ti. Porque tu és essencial e farias a vida dela mais feliz. Não te esqueças de ir aparecendo, como da última vez. Vou tentar lembrar-me do mesmo truque: pensar sempre que ainda vai ser pior, até que acaba e afinal não custa.

Fazes-me tanta falta.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

De repente...

... deu-me vontade de comer isto. Stroopwaffel.

Lembra-me as últimas férias em Amesterdão, de visita ao Emme. Comemos destas bombas calóricas até ao enjoo! Trouxe-as quando regressei, na mala que ainda hoje tinha o selo do aeroporto e cujo próximo destino é mesmo a Maternidade. Mal eu sabia que a próxima viagem seria das mais radicais...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

The woman in you is the worry in me

In so many ways.

Rita Carmo


É a fotógrafa do Blitz. Já tinha esbarrado em fotos fantásticas de malta da música tiradas por uma tal de Rita Carmo. Descobri que tem um blog e que nele consta algum do seu trabalho. Muito, muito bom. Em todas as fotos há uma criatividade imensa e uma maneira de captar a pessoa tal e qual o seu perfil, enquanto artista. Enfim... só vendo.








No comment


Tipo Euronews e assim.Daqui.

Cá está



"Teatros, exposições, concertos e dança não foram afectados pela crise"

E ainda há quem diga que a cultura não é um bem essencial. Pois pode não ser, mas para alguns - que pelos vistos já não são tão poucos como isso - começa a ser como pão para a boca. O passado concerto de Leonard Cohen pareceu evidenciar isso mesmo. Ou então, especulamos que só consome cultura quem não é afectado pela crise, o que não me parece, de todo viável. É sabido que se trata de uma minoria, aqueles que mal se ressentem de uma recessão económica a nível mundial, já para não falar que dentro dessa minoria existem imensos espécimes que se estão nas tintas para teatros, concertos e filmes. Preferem gastar balúrdios em copos na discoteca mais in do momento ou passar férias em Ibiza. Cada qual com sua preferência! Não há que censurar. Mas é bom saber que os públicos da cultura parecem cada vez mais fieis e que, de facto, os comportamentos se aprendem, se incutidos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fumos



Sempre adorei fotos de mulheres que fumam. OK, esta gaja até com um alho francês na boca ficava bem. Mas, enfim... Eu que não fumo, perco carradonas de estilo.

Mas não sou beata, me criei na rua



Tem uma força do caraças! E gosto da ideia de não se ser beata:

Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Vim morar nessa cidade por força das circunstâncias
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha e se eu 'tou te dando linha é pra comer você
Aprendi a me virar sozinha e se eu 'tou te dando linha é pra depois te abandonar


É isso aí Ana Carolina!