terça-feira, 18 de agosto de 2009

Espectacular

É um blog completamente marado, alucinado que gosto sempre de visitar, de nome Isabelle Chase Otelo Saraiva de Caravalho. Volta e meia aparecem lá com piadolas espectaculares, como esta... Cá eu parto-me toda!

Petit Petit-fils Revisited

Diz a Anais Nin para o Henry Miller: Ó Miiiiiiiiiiiiler, mil e uma noites de amor com você!

domingo, 16 de agosto de 2009

Coco avant Chanel

Há filmes biográficos melhores, é um facto. Fui simplesmente para ver a Audrey Tautou. A biografia da Grabrielle Chanel nunca me interessou. Imaginei que fosse um filme light, mas com o mau humor de hoje, só mesmo filmes que não obriguem muito a pensar. Por isso comecei pelo Pretty Woman, na Sic, pela centésima trigésima sétima vez, pelo menos, logo a seguir ao almoço e, como decidiram deixar-me cá ao fundo sozinha, pus os pés ao caminho e fui arejar as ideias. Foi bom. A Audrey é bonita demais e o filme pode entender-se como uma ode à liberdade feminina. Liberdade de expressão, liberdade de escolha. Liberdade. Regressei a casa como uma pena: leve e esvoaçante. Não fosse esta dor de dentes que desde ontem não me larga, até sorria. Uma vez que não passa, aproveito para chorar e faço-o sob o pretexto de a dor ser insuportável.
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sábado, 15 de agosto de 2009

Querido Avô,

Voltei a vestir teu casaco. Aquele que já tinha trinta anos de vida quando decidiste que quem o herdava era eu e não uma das minhas tia. Ao vesti-lo foi como se estivesse envolvida num teu abraço. Senti-me em Paz. Obrigada.
Está quase aí o teu aniversário, mas não vamos poder saborear o doce da Avó, aquele que foi a última sobremesa que tomámos juntos. Há 6 anos já. Foste-te há tanto tempo, Avô! Cedo demais... E fiquei à toa, sem saber o que fazer depois de ti. Empenhei-me em sossegar, porque sei que precisas que sosseguemos para tu próprio viveres a eternidade em paz. Não é tarefa fácil, mas lá vou conseguindo. Revisito o teu sorriso vezes sem conta, lembro as tuas dentadas que deixavam os nossos gelados a meio, o teu polegar a ferrar na nossa mão das poucas vezes que a juntávamos à tua. Lembro-me de baixares a cabeça à chegada e à despedida para beijar-te a testa. Tenho saudades tuas, Avô! E hoje sinto um vazio enorme que não sei de onde vem. Tu sabes que eu sempre fui um bocadinho mariquinhas, qualquer coisa era motivo para esta tua neta se pôr lavada em lágrimas nas escadas do quintal à espera que alguém passasse. Vivemo-nos muito quando eu era pequena. [Ainda bem que fui a primeira dos netos! Acho que te tive como nenhum dos outros teve a sorte de te ter.] Tenho pena que tenhamos vivido longe um do outro nos últimos anos que antecederam a tua partida, mas sonho reencontrar-te um dia confortavelmente sentado nas nuvens para juntos percorrermos as memórias da vida que partilhámos.

Um beijo da tua neta

P.S. Vai passando por mim.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Esteticista

Sim, é o novo talento do progenitor. Tanta mariquice e "como é que hei-de fazer?" e, afinal, tenho aqui um ás da arte depilatória. Eu já tinha percebido a dificuldade em colocar/tirar a roupa da máquina, colocar/tirar a loiça da máquina, cortar as unhas dos pés e espalhar creme nas pernas. No entanto, devo afiançar que a maior das adaptações consiste no facto de deixarmos de ver a patareca. É verdade que nunca lhe prestei grande vassalagem, ela cumpria o papel dela e eu tratava dela dentro do mesmo registo. Nunca me pus, propriamente, a abrilhantá-la, a fazer-lhe penteados, a pô-la cheirosinha ou a vesti-la com requinte. Sim senhora, cumpro a minha higiene diária, mantenho-a asseada, dou-lhe uma aparadela, mas nunca andei cá com depilações a regra e esquadro, em que vai pêlo do cu e tudo. Nem fios dentais. Não me convencem pedaços minúsculos de tecido a assar-me as entranhas, naquele roça-roça o dia inteiro que nada tem de confortável. Sofrer para ser bela, mas não tanto. Para já, existem alternativas bem mais sexy com alguma transparência, um tecido mais apetecível ou uma cor ousada que, a meu ver, dão dez a zero a essa treta das bochechas celulósicas a baloiçar. Por outro lado, em alguns espécimes do género a malta até agradecia que vestissem outra coisinha que abonasse mais a seu favor, tal o espectáculo degradante que salta à vista desarmada. Bom, posto isto, lá comecei a pensar que, uma vez que a hora H se aproxima e devia ir já semi-preparada para o efeito, achei que devia fazer uma depilação às partes íntimas, não fossem as queridas enfermeiras espetar-me gilettes ferrugentas para desbravar caminho à maluca. É certo que as ditas partes não deverão ficar lá muito bem tratadas no final da tal horinha (pequenina, por amor de Deus!), mas tudo tem a sua dignidade. Aqui o parceiro da vida teve a hombridade de aceitar o repto, sacar da maquineta de cortar o cabelo e embrenhar-se na floresta negra. Pois sim, que não fiz mal a ninguém para sofrer por antecipação e esfolar-me viva com cera ou submeter-me a choques eléctricos com uma máquina depiladora. E foi assim, com muito carinho e atenção que o meu querido me tornou uma mulher nova, protegendo sempre os pontos mais sensíveis, clitorianos e afins, que no fundo dão sentido às nossas vidinhas insípidas. Aliás, garanto-vos que adorou a experiência e faz sempre bem promovermos estes momentos de intimidade mais… alternativa. Enfim, mais leve, airosa, fresca e fofa, mais exposta, é um facto, mas até tem a sua piada.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Em plena época balnear de regresso à terrinha

Aqui fica o meu bem-haja a todo o emigrante, com esta balada comovente, relatando uma tragédia sanguinária que parece não ter fim.

Avisam-se os mais sensíveis, para não ouvirem. De todo. É um drama a seguir ao outro.

Entre cidades

De volta à cidade grande, percebo que o que mais me custa quando deixo a cidade mais pequena é o facto de ela ser a personificação quase perfeita do dolce fare niente. Como se os dias se prolongassem, como se me sentisse mais acarinhada pelo sol, como se todas as noites fossem uma noite de sábado - agitadas mas ao mesmo tempo tão tranquilas que nem deixam adivinhar que depois do dia seguinte voltámos à jorna.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Gostam da minha nova casa?

Mies van der Rohe

Estes ficavam bem no escritório

Wassily Kandinsky

Jackson Pollock

Piet Mondrian

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um doublezinho não faz mal a ninguém, vá!

Vou só ali comprar um geladinho, venho já. Vai ser mesmo este pequenininho. É o único que me safa quando estou em carência.



Eu bem tentei que a ordenação em fila indiana das molas da roupa ali em casa da Lira resultasse, mas não ajudou nem um bocadinho... A vida é dura, pessoal!

Chamo-me Zé, vim para aqui a pé e agora tenho um Cadillac



"Andava eu na autovia, já nem me lembra bem aonde
Com uma bela matulona de quem por acaso até gostava
Quando ela assim, sem mais nem menos, teve uma crise de ciumeira
Eu parei, abri a porta e disse: Filha, vai lá á tua vida!"