terça-feira, 13 de julho de 2010

Amátrida

A nossa Mátria não é a mesma. Surgiu no tempo certo e foi-se desvanecendo quando deixou de ser a duas mãos. Talvez a prova de que tudo tem um fim ou, pelo menos, um intervalo sem termo certo. Isso mesmo, chamemos-lhe um intervalo sem termo porque a vida não acabou. Na casa da Minhamátria continuarão a bater corações alimentados pelo que cá fica guardado, nestes quase três anos de vida. Damos novo salto para ir mais além, ser, procurar e viver outras coisas, mas voltaremos sempre a esta casa para recordar e viver, porque Lira e Vinho precisam ambos disso, do alimento do que já foi, afinal é o que já foi que os faz serem hoje quem são. Fica a certeza de que serão sempre no sonho e na vida um complemento, mesmo quando as palavras não se cruzam por estas paragens. A Lira e o Vinho continuarão, por isso, de braço dado em tudo aquilo que lhes é poeticamente perene, apenas separadas no mundo literário virtual: a Lira noutras Inquietações, o Vinho, em paragem incerta, vai deixando a sua marca.

Um até já.