segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Laços

Esta história dos laços é engraçada. Ainda estou a tentar perceber o que nos leva às amarras voluntárias, ao dizer "sim, sou teu e só teu". Signed, sealed, delievered, como dizia o Stevie.

Será que gostamos mesmo desse alguém, que depois passamos a amar ou criamos afinidades agradáveis, que fazem a vida a dois custar menos, mas que eliminem a solidão? Egoismo, instinto de sobreviência, pavor da solidão ou amor incondicional, inexplicável, químicas emocionais e cheiros animais de proliferação da espécie?

Parece-me que dissecar assim tanto o amor perde-lhe a magia e, portanto, não me alongo. A verdade é que, mais cedo ou mais tarde, procuramos ninho, macho que nos proteja e prole para criar.

Se nos movem pormenores de sensualidade que estão "no intervalo entre a luva e o começo da manga", o que vivemos é por demais intenso e especial no que toca aos laços. Dure o que durar, há que saltar.


Signed, sealed, delievered, Stevie Wonder

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