Este tributo também é para mim.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Ainda os minaretes
Não. Não me cabe, aqui, hoje, fazer trocadilhos sexuais. Confesso que me encontro dividida entre as duas facções da discussão, no entanto, faz-me uma terrível alergia pensar que ainda persiste a triste ideia de Gastarbeiter, como refere a Leo. E portanto, perdoem-me os mais nacionalistas, mas, para mim, a Heimat não é apenas de quem lá nasceu. Entendo que possa ser estranho termos que nos deparar com certos parâmetros estranhos à nossa cultura, sejam eles a língua, práticas religiosas, hábitos, culinária e até... estilos arquitectónicos. Mas a tolerância, a diversidade e o respeito intercultural não podem ser só conceitos bonitos pregados quando mais convém, porque caem que nem uma luva nas teorias antropológicas de um mundo feliz e igualitário. Quero acreditar que, neste caso, é uma teoria perfeitamente prática. Concordo com os cidadãos do mundo e entristece-me que alguns sejam enaltecidos quando contribuem para a riqueza nacional e apontados quando tentam apenas ser eles próprios. A descriminação pode ter muitas formas, até sob o pretexto de minaretes ofensivos ao panorama arquitectónico nacional. Se calhar, a nossa doença é só uma: bipolaridade. E até essa se trata, desde que assumamos que a temos.
Bons, bons velhos tempos
"Nasce o sol
Nasce a esperança
Espalhada no calor
Com a voz de uma criança
Simbolizando o amor
Nasce a lua
Nascem estrelas
Vagueando no luar
São crianças caravela
Rasgando o céu a cantar
Como é bom cantar com o sol a ouvir
Como é bom dançar com a lua a sorrir
Quero ir na dança, quero ser criança!"
O (re)Tratado

Simplificar o funcionamento das instituições, aproximar a União Europeia dos cidadãos, torná-la mais forte. Então, mas... não era esse objectivo dos tratados anteriores? Aliás, apraz-me dizer que não haverá melhor maneira de minimizar a caduca problemática do défice democrático do que aprovar um Tratado sem referendo! É certo que os portugueses se estão marimbando para se pronunciarem face a questões nacionais, quanto mais a questões europeias que não fazem a mínima ideia do que são. Mas este não é, de todo, o método.
Sem grandes delongas acerca do que me parece uma repetida, excessiva verborreia escrita e oral, causou-me alguma náusea a opulência do evento. Sim, a mim cidadã e contribuinte europeia, de quem a UE se quer aproximar...
Não percamos a esperança. Pode ser que seja desta e Lisboa personificará a cidade onde as boas intenções foram, finalmente, levadas a sério. Fica um ponto positivo, até porque nos brindaram com Rodrigo Leão. Sempre vamos embalados nesse pseudo-optimismo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Guardo o sabor. A mel e a fel.
Sinto muito
Mas não vou medir palavras
Não se assuste
Com as verdades que eu disser
Quem não percebeu
A dor do meu silêncio
Não conhece
O coração de uma mulher
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Quem começa
Um caminho pelo fim
Perde a glória
Do aplauso na chegada
Como pode
Alguém querer cuidar de mim
Se de afeto
Esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Não foi esse o mundo
Que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor
Que você tem pra me oferecer
São migalhas, migalhas...
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Sinto muito
Mas não vou medir palavras
Sinto muito…
Mas não vou medir palavras
Não se assuste
Com as verdades que eu disser
Quem não percebeu
A dor do meu silêncio
Não conhece
O coração de uma mulher
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Quem começa
Um caminho pelo fim
Perde a glória
Do aplauso na chegada
Como pode
Alguém querer cuidar de mim
Se de afeto
Esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Não foi esse o mundo
Que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor
Que você tem pra me oferecer
São migalhas, migalhas...
Eu não quero mais ser
Da sua vida
Nem um pouco do muito
De um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas
Do seu amor…
Do seu amor…
Sinto muito
Mas não vou medir palavras
Sinto muito…
Erasmo Carlos
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tendências capilares
Apraz-me aqui falar-vos daqueles senhores carecas, que puxam uma madeixa de cabelo lateral para tapar a dita. Hoje fui ao cabeleireiro e lá estava um desses senhores a arranjar a sua cabeleira lateral. Após rápido corte, afianço-vos que ficou 30 minutos frente a um dos espelhos a realizar esta operação que, ao que parece, tem muito que se lhe diga! Apressou-se a resgatar um pente e laca e lá estava ele, com todo o cuidado, a colocar pacientemente, cabelo a cabelo, a acompanhar o escalpe calvo não sem deixar algum volume. É que assim, até parece mais natural!
Pois é...

Por mais discussão que haja sobre as mulheres e o sexo, o básico é exactamente isto. Tudo muito certo quanto ao facto de as mulheres conhecerem o seu corpo e saberem aquilo que querem. Mas verdade, verdadinha é que muitas andam por aí bem mal comidinhas - e pior - sem o saberem. Se toda a vida comemos banana, nunca vamos saber se gostamos de pepino (isto para usar uns alimentos fálicos, que sempre tem mais piada) e quando pensamos que até andamos satisfeitas, se calhar, não é bem assim. Daí, a minha humilde teoria de que mulher nenhuma se deveria prender a um homem sem conhecer outros. Na cama, claro. Não pela quantidade, porque isso não interessa nada, mas pela variedade, pelo conhecimento do sexo, do homem e da mulher. Conhecer o melhor, o pior e o diferente.
Outra verdade, verdadinha é que anda para aí muito macho que se está nas tintas para o prazer da mulher. Faz o que tem a fazer para provocar algumas humidades na ala feminina e sigam 2 ou 3 contorções para o assunto estar despachado. Sim, porque o que lhes interessa é um orgasmo e ponto final. Quando uma mulher até sente algum prazer nessa estimulação, tem um leve vislumbre do que é a satisfação sexual, chegando a uma cega conclusão de que o sexo e o prazer... é aquilo.
Mostrava-se, minha querida avó, muito indignada com essa prática do sexo oral nas mulheres, vulgo cunnilingus. "O quê? Ai que horror e não há-de cheirar mal! Mesmo a sério que fazem isso?" Eu não resisti a dizer "Avó, não sabes o que perdes...". OK, são gerações diferentes, mas a base destas ideias ainda está muito enraizada nas mentes de hoje. Prova disso mesmo, é o crescente número de raparigas que iniciam a sua vida sexual pelo sexo oral nos rapazes, que lhes pedem. Nem vale a pena mencionar que o contrário não se pratica. Não se põe sequer em causa que a própria mulher não tenha prazer em fazê-lo - existirão excepções, claro - mas, mais uma vez, é o prazer do homem que vem sempre em primeiro lugar.
Sim, lá estou eu a falar de sexo, mas parece-me que ainda existem muitas ideias preconcebidas que devem ser rejeitadas, repensadas e alteradas. Gostava de o conseguir passar à minha filha da maneira correcta, para que ela tenha respeito pelo seu próprio corpo, aliado a uma mente aberta que a permita não ter vergonha de reclamar o seu próprio prazer, enquanto mulher.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ao casamento gay
GIRLS WHO ARE BOYS
WHO LIKE BOYS TO BE GIRLS
WHO DO BOYS LIKE THEY'RE GIRLS
WHO DO GIRLS LIKE THEY'RE BOYS
ALWAYS SHOULD BE SOMEONE YOU REALLY LOVE - E é o que basta!
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